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Chile
O Chile é hoje o 10º maior produtor vinícola mundial e a qualidade está sempre melhorando. Todas as grandes empresas e a maioria das pequenas propriedades familiares implantaram extensas melhorias nas vinícolas e agora estão focadas nos vinhedos e na procura dos melhores terrenos para cada uva.
As vinhas chegaram ao Chile no século XVI, trazidas pelos invasores espanhois, mas tomaram o país de assalto três séculos depois, com a invasão da cultura francesa, que fundou a indústria de vinhos de qualidade.
As áreas de vinhedos estão localizadas entre a Serra Costeira e os Andes. O clima é marítimo e estremamente variado, com calor intenso no norte e alta pluviosidade no sul. Perto das montanhas, a temperatura cai significativamente à noite. O solo é de pedra calcária e argila, com silte aluvial perto dos rios.
VALE DE LIMARÍ
Até 1993, a região semi-árida do Vale Limarí era usada apenas para uvas de destilado local, mas os recentes plantios de uvas viníferas foram muito bem-sucedidos. Empresas que cultivam na região estão começando a ganhar boa reputação com os vinhos limpos, frutados e elegantes da região.
VALE DE ACONCÁGUA
Ligada aos Andes e ao Pacífico pelo rio Aconcágua, essa relativamente pequena área tem clima quente e seco que favorece a produção de tintos. O solo raso, pedregoso e de boa drenagem garante boas condição para o cultivo de Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère, enquanto a Syrah prefere as escostas quentes do norte, e a Sangiovese é melhor favorecida nos pontos mais frios.
VALE CENTRAL
O centro de produção de vinhos do Chile fica a 320km de Santiago e ocupa terras entre os sopés dos Andes e a serra costeira. Ao longo da região, os rios delimitam 4 sub-regiões: Maipo, Rapel, Maule e Curicó.
VALE DE MAIPO
Esse é o coração da tradicional vinicultura chilena, berço da primeira geração de vinhos de qualidade, que proporcionou fama ao Chile pelos Cabernets Sauvignons finos e elegantes, além de produzir outras uvas com qualidade.
VALE DE RAPEL
Os 25.000ha do Vale de Rapel representam mais de um quarto dos vinhedos do Chile. O vale se divide em 2 distritos: o Vale de Cachapoal, e o emergente Vale de Colchágua.
> VALE DE CACHAPOAL
Cachapoal estende-se desde as frias colinas no sopés dos Andes e passa pelo estreito Vale Central, até Peumo. A Cabernet Sauvignon e a Merlot dominam as áreas do interior próximas a Rancágua e Rengo, mais quentes, enquanto em Requinoa, onde as temperaturas são mais amenas, as uvas Cabernet produzem estilos mais frescos e frutados, e as brancas, como Chardonnay e Sauvignon Blanc, também têm bom potencial. Sobre a serra costeira, com temperaturas mais frias, vem sendo reconhecida pelo Merlot de grande qualidade.
> VALE DE COLCHÁGUA
O Vale do Colchágua tornou-se a região vinícola da moda no Chile, os vinicultores trabalham para criar uma imagem internacional que o destaque do resto do país. A oscilação de temperatura entre o dia e a noite confere taninos firmes e aromas intensos aos vinhos de Colchágua, uma região de tintos dominada principalmente pela Cabernet Sauvignon, mas também pela Merlot, Carmenère e Syrah.
VALE DE MAULE
A área mais meridional do Vale Central, com planícies amplas e horizontais, e colinas baixas, é importante para a viticultura há 200 anos. Além da produção da uva nativa País, para consumo local, cultiva-se principalmente Cabernet Sauvignon, além de outras uvas. Essa também é a terra da Carmenère, que desenvolve muito bem seu sabor rico e condimentado. A pluviosidade é alta e alguns lugares não precisam de irrigação.
VALE DE CURICÓ
Essa área é motor da produção vinícola chilena, com a presença de praticamente todas as grandes empresas do país. Muitos vinhos de valor vêm dessa região.
CARMENÈRE NO CHILE
A Carmenère é a uva chilena por excelência. Um dos passos mais importantes do Chile nos últimos anos foi a identificação desta uva. Redescoberta em 1994, pensava-se que fosse uma variante da Merlot do século passado, apesar de sua folha ser ligeiramente diferente e amadurecer 2 semanas depois. Porém, testes de DNA mostraram que ela deriva de enxertos de vinhas Grand Vidure trazidas de Bordeaux no final do século XIX. Essa uva foi virtualmente dizimada pela filoxera, mas sua descendência sobreviveu no Chile, produzindo vinhos de sabor profundo, com gosto de frutas silvestres e chocolate e, não raro, graduação alcoólica alta. A Carmenère ocupa cerca de 7% da área cultivada no Chile.
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